A vitória do São Paulo sobre o Flamengo, na estreia do Campeonato Brasileiro, gerou um debate sobre o VAR (Video Assistant Referee, ou árbitro de vídeo). Um lance envolvendo Alan Franco e Arrascaeta dividiu opiniões e motivou o jornalista Arnaldo Ribeiro a criticar uma suposta influência externa. Segundo ele, a análise feita na televisão pode interferir no trabalho dos árbitros de vídeo.
Durante o programa UOL News Esporte, o jornalista explicou o risco que enxerga no processo de revisão dos lances. Arnaldo Ribeiro afirmou que a demora na checagem abre uma brecha para a interferência. “Qual é o perigo nisso? E eu já perdi um emprego por conta disso, porque eu sei como funcionava e às vezes funciona. Sabe qual é o perigo? O VAR, se demorar demais, estará influenciado pela sentença da transmissão. Isso acontecia”, declarou.
Ele foi além e citou sua demissão do SporTV, em 2021, como consequência de uma crítica semelhante ao árbitro de vídeo. “Se em rede nacional o PC Oliveira e o Luis Roberto falaram que foi pênalti, essa informação chega no VAR”, disse o comentarista. Em outra ocasião, Arnaldo Ribeiro reforçou que a comunicação com a cabine não é tão isolada quanto se divulga.
O jornalista ironizou a ideia de que a cabine do VAR seja completamente isolada de informações externas. “Os caras: ‘ah, cabine blindada, não entra não sei o quê, que nem presídio, não entra celular’. Uma pinóia. Essa sentença em rede nacional pode influenciar na decisão do VAR”, comentou Arnaldo Ribeiro, em seu forte posicionamento sobre o tema.
O que aconteceu no jogo?
No lance em questão, a transmissão da Globo analisou a jogada por diferentes ângulos. O comentarista de arbitragem Paulo Cesar de Oliveira afirmou na transmissão que viu elementos para a marcação de um pênalti a favor do Flamengo. A sugestão, contudo, não foi acatada pela equipe de arbitragem responsável pela partida no Morumbi.
A divulgação do áudio do VAR pela CBF mostrou uma interpretação diferente. O árbitro Wilton Pereira Sampaio, responsável pela partida, reconheceu o toque do zagueiro Alan Franco em Arrascaeta. No entanto, ele avaliou que o contato não teve intensidade suficiente para justificar a marcação da penalidade, e mandou o jogo seguir, contrariando a análise televisiva.


