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Caco Barcellos vai comandar novo reality show na Globo

Atração terá o objetivo de encontrar reforço para a equipe de repórteres da emissora

Repórter de cabelo grisalho segura microfone durante gravação noturna em rua movimentada com pessoas e luzes ao fundo
Globo prepara um reality show para revelar novo talento do jornalismo (foto: Reprodução/Internet)

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A Globo vai lançar um reality show de jornalismo, comandado por Caco Barcellos, no Fantástico. A proposta do novo formato é encontrar e formar um novo talento da reportagem brasileira, com candidatos selecionados em diversas regiões do país. O programa deve estrear ainda no primeiro semestre de 2026 e será uma das grandes apostas da emissora para o ano.

As fases finais da competição serão exibidas no Fantástico, com episódios semanais mostrando os desafios enfrentados pelos participantes, que precisarão demonstrar habilidades em apuração, narrativa e reportagem. Além de Caco Barcellos, outros nomes do jornalismo da Globo farão parte do time que acompanhará o desenvolvimento dos candidatos. A informação é da Folha de S.Paulo.

Carreira de Caco Barcellos

Natural de Porto Alegre, Cláudio Barcelos de Barcellos (Caco Barcellos) iniciou a carreira na imprensa do Sul. Formou-se em Jornalismo pela PUC-RS em 1975, após abandonar a faculdade de Matemática. Sua primeira experiência foi no jornal Folha da Manhã. Ele também participou da fundação do Coojornal, a primeira cooperativa de jornalistas da América do Sul.

Após a formatura, passou cinco anos viajando pelo mundo como freelancer. Em 1979, enquanto morava em Nova York, decidiu cobrir a luta contra a ditadura de Anastasio Somoza Debayle (1925-1980), na Nicarágua. A experiência resultou em sua prisão por rebeldes, que o confundiram com um espião. O episódio deu origem ao seu primeiro livro, A Revolução das Crianças.

De volta ao Brasil, trabalhou nas revistas IstoÉ e Veja. O convite para a Globo veio de Luiz Fernando Mercadante (1936-2012), mas Caco Barcellos preferiu retornar a Nova York. Pouco tempo depois, fascinado por documentários da TV americana, ligou para Mercadante. Ele ingressou na Globo em 1982, após um teste cobrindo uma passeata de metalúrgicos que terminou em confronto.

O jornalista firmou seu nome com grandes reportagens investigativas. Como destaque, uma matéria sobre a prisão de meninos na favela de Heliópolis. Ele e o cinegrafista Renato Rodrigues filmaram agressões de policiais da Rota. A matéria exibida no Jornal Nacional virou capa do relatório da Anistia Internacional.

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