A Netflix adicionou ao catálogo brasileiro a série Rainhas da Grana. A trama conta com Rebecca Marder, Zoé Marchal, Naidra Ayadi e parte de um ponto direto: o colapso financeiro como gatilho para decisões extremas. Sem glamour ou idealização do crime, a narrativa acompanha cinco mulheres comuns que veem suas vidas mudar após recorrerem a um plano ousado.
Sem histórico criminal, as protagonistas enfrentam dívidas, desemprego e instabilidade social. Pressionadas por um sistema que não oferece saídas reais, elas passam a dividir o mesmo impasse. A série constrói seus conflitos a partir das fragilidades, contradições e limites morais dessas personagens, apostando em um olhar mais cru e cotidiano sobre o crime.
A virada na trama da Netflix acontece quando o grupo decide assaltar um banco. A estratégia é simples e arriscada: agir disfarçadas de homens para explorar falhas nos perfis tradicionais de suspeitos usados pela polícia. O plano inicial funciona melhor do que o esperado e surpreende as próprias envolvidas, abrindo caminho para consequências cada vez mais complexas.
O sucesso inesperado do primeiro golpe resolve problemas imediatos das personagens e cria algo novo para elas: um senso de controle e pertencimento que nenhuma havia experimentado antes. A partir desse ponto, o crime deixa de ser uma exceção isolada e ocupa um espaço recorrente em suas escolhas.


