ACORDO BILIONÁRIO

Disney abre o cofre e paga R$ 3,2 bilhões para manter a Premier League na ESPN até 2031

Emissora garante exclusividade do Campeonato Inglês na América do Sul com aumento de 25% nos valores; clubes receberam a confirmação do novo vínculo

Jogador Estêvão com expressão de alegria e boca aberta veste camisa branca do Chelsea com escudos em destaque, posicionado em campo de futebol à noite
Estevão, jogador do Chelsea, que disputa a Premier League (foto: Reprodução)

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A Premier League garantiu um aumento de 25% no valor de seu contrato de transmissão para a América do Sul e Caribe. A organização firmou um novo acordo com a ESPN para estender a parceria de longa data na região até 2031. O novo vínculo com o canal esportivo da Disney gira em torno de 612 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 3,2 bilhões na cotação atual.

O jornal The Guardian revelou que a liga informou os clubes sobre o acerto durante a reunião de acionistas realizada na última sexta-feira (13). Os times também receberam atualizações sobre os contratos de direitos de TV em outras regiões, que devem ir a leilão em breve. A valorização no mercado externo contrasta com o cenário no Reino Unido.

Segundo a reportagem, o aumento de 25% em um dos maiores mercados estrangeiros da Premier League demonstra que o valor dos direitos internacionais segue em alta. Por outro lado, o mercado interno no Reino Unido permanece estagnado ou apresenta leve queda. O cenário reforça a importância das transmissões globais para a saúde financeira da competição nos próximos anos.

Valorização dos direitos internacionais da Premier League

Por lá, a liga obteve um pequeno aumento nos acordos locais com a Sky Sports e a TNT Sports, de 2,21 bilhões para 2,27 bilhões de dólares (R$ 11,9 bilhões). No entanto, o crescimento baseou-se no aumento de 215 para 270 jogos disponíveis. O valor por partida caiu cerca de 10%, o que leva a organização a discutir o fim do bloqueio de transmissões aos sábados a partir de 2029. Por lá, há uma regra que não permite transmissões de TV às 15h neste dia da semana para garantir a presença de público nos estádios.

Os contratos de TV da Premier League no exterior já geram mais receita do que os acordos domésticos. Eles arrecadam 2,85 bilhões de dólares (R$ 14,9 bilhões) anuais contra 2,27 bilhões de dólares do mercado interno, e essa diferença tende a crescer. A disponibilidade de todos os jogos ao vivo fora do Reino Unido mantém forte demanda, como indica o novo contrato com a ESPN.

A organização espera alcançar um aumento significativo no valor de seus direitos nos Estados Unidos, que irão ao mercado após a Copa do Mundo deste ano. A NBC Sports paga 514 milhões de dólares (R$ 2,7 bilhões) por ano em um acordo exclusivo até 2028. A emissora deve enfrentar forte concorrência de outras redes interessadas. A liga preferiu não comentar as negociações.

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