A atriz e cantora Thalma de Freitas está de volta às novelas após um hiato de dez anos longe da dramaturgia brasileira. De volta ao país depois de viver em Los Angeles, nos Estados Unidos, ela integra o elenco de Dona Beja, produção da HBO Max. Em entrevista à revista CARAS, a eterna Zilda de Laços de Família (2000) falou sobre a nova fase da carreira e a importância da personagem Josefa em sua trajetória.
“A Josefa é um grande presente. Uma mulher negra, livre, culta, artista. É o que eu precisava nessa nova fase da minha vida. Ela é um pilar que me representa”, afirmou Thalma de Freitas. A atriz contou que o afastamento da televisão começou quando decidiu se mudar para os Estados Unidos durante a gravidez da filha, Gaelle. Durante esse período, ela se dedicou principalmente à música e chegou a ser indicada ao Grammy por seu trabalho musical.
Segundo a atriz de Laços de Família, a decisão de retornar ao Brasil aconteceu após as eleições de 2022. “Eu passei no teste de um filme aqui e, na semana que começaram as filmagens, entrei na campanha à presidência do Lula. Quando ele ganhou, decidi que voltaria ao Brasil”, explicou. Ela também confessou que tinha receio de não ser mais lembrada pelo mercado após tantos anos fora.
“Eu achava que estava esquecida pelo mercado. Eu engordei, envelheci, dez anos depois sou outra pessoa. Foi uma grande alegria chegar ao Brasil depois de tanto tempo e ser bem recebida”, contou. Além da volta às novelas, Thalma pretende investir em novos projetos ligados à economia criativa. A artista planeja lançar um canal no YouTube com podcasts e novelas verticais, formato que tem ganhado popularidade nas redes sociais.
“Pretendo criar um ecossistema no meu trabalho que sirva de exemplo para outros artistas. Se ninguém me chamar para trabalhar, pelo menos tenho meus shows, minhas lives e minhas novelinhas”, explicou. Segundo ela, o projeto será lançado no dia 20 de março e deverá ocupar boa parte de sua agenda.
A atriz também destacou o valor da produção cultural brasileira, especialmente no campo da teledramaturgia. “O Brasil faz as melhores novelas do mundo. Somos os reis da novela. A gente não deve nada a nenhum dorama, série americana ou cinema francês. É resgatar a autoestima da nossa cultura. Nós tivemos uma grande propaganda contra a cultura porque ela representa o povo, é a maior expressão da nação brasileira”, afirmou.


