Carlos Villagrán afirmou que enfrentou conflitos internos durante sua participação em Chaves (1973-1980) e atribuiu sua saída a desentendimentos com Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), criador da série. Em entrevista ao canal Peluche En El Estuche, o ator relatou dificuldades de convivência nos bastidores da produção.
Segundo Carlos Villagrán, o ambiente entre os integrantes do elenco era marcado por disputas frequentes. O intérprete de Quico destacou que havia tensão constante durante as gravações e apontou episódios de rivalidade entre os atores ao longo do período em que esteve em Chaves.
“Havia muita inveja. Era um ambiente muito pesado, com brigas constantes entre os atores”, declarou. O ator também afirmou que Roberto Gómez Bolaños demonstrava incômodo com o destaque de outros membros do elenco. De acordo com ele, o criador da série não reagia bem à repercussão de personagens que conquistavam maior atenção do público.
“Chespirito era uma pessoa muito ciumenta. Ele não suportava que outro ator tivesse mais sucesso ou mais risadas que ele”, disse. Carlos Villagrán associou sua saída do programa às divergências acumuladas ao longo do tempo. Ele afirmou que havia discordâncias relacionadas ao controle criativo e à condução do trabalho nos bastidores da produção.
“Eu saí porque não aguentava mais aquela situação. Chespirito queria controlar tudo e não aceitava que os outros tivessem espaço”, afirmou. Apesar das críticas, o ator ressaltou a importância do personagem Quico em sua carreira. “Eu amava o personagem Quico, mas o ambiente atrás das câmeras era insuportável”, disse.


