Suzane von Richthofen é o tema central de um novo documentário produzido pela Netflix. Condenada pelo assassinato dos pais em 2002, ela aparece em depoimentos inéditos e em registros de sua vida atual em regime aberto. O projeto, ainda sem data de estreia, ganhou repercussão após imagens de uma pré-estreia restrita circularem nas redes sociais durante o feriado.
Segundo informações do jornal O Globo, o longa tem cerca de duas horas de duração e traz a versão de Suzane von Richthofen sobre o crime. A produção também acompanha sua tentativa de reintegração social após deixar o regime fechado. Procurada pelo g1, a Netflix confirmou o desenvolvimento do documentário, mas informou que o material ainda está em fase de produção.
Diferente de obras de ficção como A Menina que Matou os Pais (2021), o novo projeto aposta em abordagem documental. A narrativa foca no relato da própria Suzane von Richthofen e em sua rotina atual, incluindo cenas em locais marcantes de sua história, como a mansão da família em São Paulo, onde ocorreu o crime.
Em um dos trechos exibidos, Suzane von Richthofen descreve o ambiente familiar antes do assassinato. “Era zero afeto”, afirma ao relembrar o convívio dentro de casa. O documentário também mostra momentos de sua vida atual, incluindo a relação com o marido, o médico Felipe Zecchini Muniz.
De acordo com a produção, os dois se conheceram pelas redes sociais, após ele encomendar sandálias customizadas feitas por Suzane para as filhas. O conteúdo exibe cenas da convivência familiar, com registros das crianças em momentos de lazer, como celebrações de fim de ano. Além disso, Suzane aparece ao lado do filho pequeno ao longo do documentário.
As imagens buscam apresentar aspectos da rotina após a progressão de regime, concedida em janeiro de 2023. Desde então, ela vive no interior de São Paulo, após cumprir parte da pena na Penitenciária de Tremembé. O caso Richthofen ganhou grande repercussão nacional após o assassinato de Manfred (1953-2002) e Marísia von Richthofen (1952-2002).


