Rafinha Bastos afirmou que não pretende voltar à televisão brasileira e destacou a mudança de postura na carreira. Conhecido pelas polêmicas entre 2008 e 2014, o humorista disse viver uma fase mais tranquila e focada em novos projetos. “Estou velho para sair brigando por aí”, declarou durante participação em programa da Folha de S.Paulo.
Desde 2018, o comediante investe na carreira internacional e tem ampliado sua presença fora do Brasil. O perfil voltado ao público estrangeiro nas redes sociais ultrapassa 1 milhão de seguidores. O humorista avalia que o mercado internacional oferece mais liberdade criativa. “Lá fora, eu tenho mais liberdade para falar de um copinho, de fazer umas piadas sobre o cotidiano, sem ter que fazer tanta referência sobre o Brasil”, afirmou.
Apesar da atuação fora do país, Rafinha Bastos mantém projetos voltados ao público brasileiro, com presença ativa nas redes sociais e produção de conteúdo para o YouTube. Ao comentar a possibilidade de retornar à TV, o comediante foi direto ao afirmar que não tem interesse. “Não faz mais sentido para mim”, disse.
Segundo ele, a mudança de comportamento já era percebida desde a época em que integrava o CQC, na Band. “Em 2008, quando fui para o CQC, eu já notava que a internet seria melhor“, afirmou o humorista, ao explicar a decisão de priorizar plataformas digitais. Rafinha Bastos também comentou o cenário do humor na televisão aberta e atribuiu a redução de programas do gênero à audiência.
Para ele, o desempenho no ibope é determinante para a permanência das atrações. “Televisão é um produto caro. O humor saiu da televisão aberta pela falta de ibope”, afirmou. “O Tá no Ar, do Marcelo Adnet, que todo mundo adorava na internet, derrubava a audiência. Tem a questão de agradar, mas, sem audiência, não tem como dar lucro”, contou.


