LORRAYNE MAVROMATIS

Brasileira acusa empresa do maior youtuber do mundo de assédio e expõe bastidores

Ação judicial nos EUA cita assédio sexual, ambiente hostil e demissão após denúncia interna contra executivo da Beast Industries

Ator sorri e leva a mão ao pescoço durante entrevista em programa de TV com cenário iluminado ao fundo
Brasileira processa empresa ligada ao youtuber MrBeast (foto: Reprodução/Internet)

Compartilhe:

A influenciadora Lorrayne Mavromatis acusa a empresa do youtuber MrBeast de assédio sexual e ambiente de trabalho hostil nos Estados Unidos. Ela entrou com uma ação na Justiça contra a Beast Industries, fundada por Jimmy Donaldson, conhecido como o maior youtuber do mundo. O processo foi registrado em um tribunal federal da Carolina do Norte e expõe relatos sobre a rotina interna da companhia.

Lorrayne Mavromatis afirma que sofreu assédio sexual por parte do CEO da empresa, James Warren, além de tratamento desigual em relação a colegas homens. Segundo a denúncia, ela foi rebaixada e posteriormente demitida após apresentar uma queixa formal sobre comportamentos inadequados. A ação também aponta episódios recorrentes de desvalorização profissional dentro da equipe.

A ex-funcionária relata que o ambiente corporativo funcionava como um “clube de meninos”, com práticas que excluíam mulheres de reuniões e decisões. De acordo com o documento, funcionárias eram alvo de comentários depreciativos e enfrentavam dificuldades para se posicionar. A denúncia foi obtida pela revista People, que detalhou os pontos apresentados no processo judicial.

“Eu era uma das poucas mulheres na diretoria executiva e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra para depois ver um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma salva de palmas. Me mandaram calar a boca na frente de toda a minha equipe”, escreveu Lorrayne Mavromatis.

A Beast Industries negou as acusações apresentadas pela ex-funcionária da empresa do youtuber. Um porta-voz da empresa afirmou à revista People que as alegações não procedem. Segundo o processo, Lorrayne foi contratada em agosto de 2022 como chefe do Instagram e recebeu duas promoções no primeiro ano, com aumento significativo de salário durante o período.

Apesar disso, a ex-funcionária sustenta que não teve condições de se recuperar após os episódios relatados e decidiu levar o caso à Justiça. “Não tive a chance de me curar, tanto física quanto mentalmente. Hoje, estou entrando com uma ação judicial. Por todas as mulheres que enfrentaram o medo no ambiente de trabalho”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Compartilhe:

O TV Pop utiliza cookies para melhorar a sua experiência.