TRETA JUDICIAL

Ratinho processa deputada Erika Hilton por difamação após ser chamado de “rato”

Comunicador do SBT alega ofensa à honra após comentário da deputada e caso tramita em Brasília

Ratinho sorri com microfone de lapela durante gravação de programa em estúdio com cenário colorido de cidade ao fundo
Ratinho durante apresentação de seu programa nos estúdios do SBT (foto: SBT/Lourival Ribeiro)

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O apresentador Ratinho decidiu processar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por injúria, calúnia e difamação após uma troca de declarações nas redes sociais. Ele afirma que teve a honra ofendida ao ser chamado de “rato” pela parlamentar, em março. O caso tramita na 7ª Vara Criminal de Brasília, após denúncia apresentada no dia 14 de abril.

Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a Justiça do Distrito Federal notificou Erika Hilton no dia 17 para prestar esclarecimentos. A assessoria da deputada não respondeu aos contatos até a manhã de terça-feira (28). Já Ratinho afirmou que não comenta processos em andamento e manteve silêncio público sobre os detalhes da ação judicial.

A troca de acusações começou após o apresentador comentar, em seu programa no SBT, a escolha da deputada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. Ele questionou a indicação por ela ser uma mulher transexual e afirmou: “Tem tanta mulher, por que vai dar para uma trans? Ela não é mulher, ela é trans”.

Na mesma fala, Ratinho acrescentou críticas ao conceito de identidade de gênero. “Mulher, para ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, disse o apresentador. Ele também declarou que a dor do parto faz parte da experiência feminina e afirmou que a escolha da deputada representa um exagero na inclusão.

Ratinho e o processo contra Erika Hilton

Após as declarações, Erika Hilton reagiu nas redes sociais e classificou o comentário como inadmissível. “Eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato”, afirmou. A fala motivou a ação judicial de Ratinho, que alega que a deputada ultrapassou limites ao partir para ataque pessoal em vez de responder politicamente.

O embate também gerou uma ação contrária. Erika Hilton processou Ratinho por transfobia e pediu indenização de R$ 10 milhões, além da suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias. O SBT informou que tratou o caso internamente, sem detalhar quais medidas adotou após a repercussão do episódio.

O processo movido por Ratinho ainda não tem previsão de julgamento. A Justiça notificou o Ministério Público Federal para se manifestar sobre a denúncia. Um relatório deve ser encaminhado até o fim de maio, conforme o andamento do caso. Até lá, o conflito segue sem definição judicial entre as partes envolvidas.

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