INVESTIGAÇÃO

Fantástico mostra prisão de Deolane após investigação sobre suposta ligação com PCC

Influenciadora era monitorada pela polícia e pela Interpol durante viagem de luxo em Roma

Deolane Bezerra aparece em corredor iluminado durante operação policial registrada por câmera corporal dentro de imóvel
Deolane Bezerra durante prisão em operação da polícia em São Paulo (foto: Reprodução/Globo)

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A prisão de Deolane Bezerra ganhou novos detalhes no Fantástico deste domingo (24). A reportagem revelou que a influenciadora já era acompanhada pela Polícia Civil, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Interpol enquanto passava férias em Roma, na Itália. Segundo as autoridades, a advogada retornou ao Brasil um dia antes da operação que resultou em sua prisão preventiva em Barueri, na Grande São Paulo.

Durante a estadia na Europa, Deolane Bezerra compartilhou registros da viagem em redes sociais e ficou hospedada em uma região de luxo próxima à Piazza di Spagna. A investigação apontou que agentes brasileiros chegaram a estudar possibilidades para realizar a prisão ainda em território italiano. A operação, porém, acabou executada após o desembarque da influenciadora em São Paulo, na última quinta-feira (21).

O inquérito apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e integração ao PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os investigadores, Deolane Bezerra teria sido usada para movimentar e pulverizar valores atribuídos à facção criminosa. Ao Fantástico, o promotor Lincoln Gakiya afirmou que organizações criminosas costumam recorrer a pessoas com grande alcance digital para dificultar o rastreamento de recursos ilícitos.

Investigação começou após apreensão em presídio

As apurações tiveram início em 2019, depois da apreensão de bilhetes manuscritos em uma cela da penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista. As mensagens continham ordens atribuídas a lideranças do PCC: Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior, o Marcolinha. A partir das informações encontradas, a polícia chegou a uma transportadora suspeita de atuar em lavagem de dinheiro e apoio ao tráfico internacional de cocaína.

Segundo relatório financeiro citado pela investigação, cerca de R$ 13,6 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane Bezerra entre 2018 e 2022. Outros R$ 14 milhões teriam passado por empresas ligadas à influenciadora. A defesa dela, representada por Aury Lopes Jr., afirmou que não existe qualquer vínculo da advogada com os responsáveis pela transportadora investigada. Após a audiência de custódia, ela foi transferida para o presídio feminino de Tupi.

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