Kelly Matos afirmou que vive a maior cobertura jornalística de seus 20 anos de carreira durante a Copa do Mundo. Integrando a equipe da RBS, afiliada da Globo, nos Estados Unidos, a jornalista percorre diferentes cidades, enfrenta longos deslocamentos e jornadas intensas. A comunicadora definiu a experiência como a mais ampla de sua trajetória profissional.
Segundo Kelly Matos, a dimensão da cobertura supera outras missões importantes das quais participou ao longo da carreira, como eleições presidenciais, julgamentos no Supremo Tribunal Federal, a Operação Lava Jato, o período em que atuou como correspondente em Brasília e duas coberturas do Oscar. “Em termos de grandiosidade e tamanho, essa é a maior cobertura que eu participo”, afirmou ao Coletiva.net.
Durante o Mundial, a jornalista da afiliada da Globo contou que atua em diferentes frentes de trabalho. Apesar de ter experiência concentrada nas áreas de política e entretenimento, ela passou a realizar entrevistas com torcedores, jogadores e personalidades, além de acompanhar acontecimentos relacionados à geopolítica internacional.
“Quando me chamaram, muita gente se perguntava o que eu iria fazer em uma cobertura esportiva. Eu simplesmente fui fazer Jornalismo. Se precisavam de uma entrevista com um jogador, eu fazia. Se era com torcedores, eu fazia. Se aparecia uma pauta política, eu fazia também”, declarou.
Kelly Matos também afirmou que a cobertura reforçou a importância da colaboração entre os profissionais. Antes da viagem, ela pediu um conselho ao jornalista Luciano Potter e transformou a resposta em um compromisso durante o trabalho. “Ele me disse: ‘Esteja lá para ajudar as pessoas’. Eu trouxe essa frase comigo. Sempre que eu posso, busco um café para alguém, uma água, um chocolate, ajudo quem precisa”, relatou.
A jornalista destacou ainda o apoio recebido da colega Cacau Corazza, contratada pela afiliada da Globo em 2025, durante a cobertura. “A Cacau foi uma das maiores surpresas desta Copa. Todos os dias cuidava para que eu tomasse café da manhã, comprava frutas, iogurte e se preocupava para que eu me alimentasse. Isso reforçou uma convicção que eu já tinha: pessoas vêm acima de tudo”, disse a repórter.
Ao avaliar a experiência, Kelly Matos afirmou que o profissional de comunicação precisa dominar diferentes formatos de produção. “Hoje a comunicação é integrada. O profissional precisa estar preparado para atuar em diferentes formatos sem perder a qualidade da informação”, declarou. “Ninguém volta igual de uma experiência como essa. Além do aprendizado profissional, eu estou ainda mais convencida de que o Jornalismo se faz em equipe. E que cuidar das pessoas é tão importante quanto entregar uma boa reportagem”, pontuou.


