NOVOS TEMPOS

Nem monogamia, nem relacionamento aberto: casais apostam em acordos personalizados

Especialistas apontam crescimento de modelos como o monogamish, em que relações equilibram compromisso e liberdade com regras próprias

Vagner Macedo de óculos escuros ao lado de Bella Mantovani de blusa cinza diante de porta de vidro sob luz do sol
Vagner Macedo e Bella Mantovani explicam modelo que muda ideia de relacionamento (foto: Divulgação)

Compartilhe:

Bella Mantovani e Vagner Macedo afirmam que novos formatos de relacionamento, como o monogamish, têm ganhado espaço entre casais que buscam alternativas à monogamia tradicional. Segundo os influenciadores, o movimento reflete mudanças no comportamento afetivo, com pessoas criando acordos próprios para equilibrar compromisso e liberdade, sem necessariamente se identificar com modelos já conhecidos.

De acordo com Bella Mantovani e Vagner Macedo, a transformação ocorre porque muitos casais passaram a questionar regras antes vistas como padrão. “Tem gente que se considera monogâmica, mas aceita determinadas experiências em situações específicas. Outros casais criam acordos próprios e não se enxergam nem como monogâmicos nem como adeptos de relacionamentos abertos. O comportamento mudou muito mais rápido do que os rótulos”, afirmam.

Para o casal, a busca por novos formatos também está ligada a conflitos recorrentes nas relações. Questões como ciúme, desejo por experiências diferentes e expectativas distintas entre parceiros impulsionam mudanças. “Muita gente percebeu que não existe uma fórmula única para todos os relacionamentos. O que funciona para um casal pode não funcionar para outro, e isso fez com que as pessoas começassem a construir acordos mais personalizados”, dizem.

Bella Mantovani e Vagner Macedo analisam novos formatos

Entre os modelos mais discutidos está o monogamish, que define relações predominantemente monogâmicas com अनुमति para experiências ocasionais previamente combinadas. Outro formato citado é o polyfidelity, em que mais de duas pessoas mantêm um vínculo fechado entre si. Mesmo com termos pouco conhecidos, muitos casais já vivenciam dinâmicas semelhantes sem adotar esses nomes.

Bella Mantovani e Vagner Macedo destacam que a maior visibilidade desses conceitos não indica aumento recente dessas práticas. Segundo eles, o principal avanço está na forma como o tema é debatido. “Os nomes podem ser novos para muita gente, mas vários desses comportamentos já existiam há muito tempo. O que mudou foi a disposição das pessoas para conversar sobre desejos, limites e acordos sem tanto medo de julgamento”, afirmam.

Na avaliação da dupla, a discussão central não deve se limitar a classificações. O foco, dizem, está na qualidade das relações construídas. “Muita gente passa anos tentando encaixar o próprio relacionamento em uma definição. Talvez a pergunta mais importante não seja qual é o nome da relação, mas se ela funciona para quem está vivendo aquilo. Quando existe honestidade, acordo e respeito entre todos os envolvidos, o modelo acaba sendo uma consequência”, concluem.

Compartilhe:

O TV Pop utiliza cookies para melhorar a sua experiência.