YOUTUBE E TIKTOK

Netflix muda estratégia, aposta em vídeos curtos e mira disputa com rivais

Serviço estreia novo formato em 3 de agosto nos mercados de língua inglesa com conteúdos produzidos por grandes grupos de mídia

Logotipo da Netflix sobre fundo com imagens de séries e filmes do catálogo da plataforma de streaming
Netflix lançará catálogo de vídeos curtos em agosto (foto: Reprodução/Internet)

Compartilhe:

A Netflix anunciou acordos de licenciamento para incorporar vídeos curtos produzidos por grandes editoras de mídia ao seu catálogo global. A novidade estreará em 3 de agosto nos mercados de língua inglesa e oferecerá conteúdos de não ficção com duração entre dois e 20 minutos. A iniciativa busca aumentar o tempo de permanência dos assinantes na plataforma e disputar espaço com serviços como YouTube e TikTok.

Entre os parceiros da Netflix estão Condé Nast, Hearst Magazines, BuzzFeed Studios e a divisão PMX, da Penske Media. Os assinantes terão acesso a entrevistas, programas sobre estilo de vida, notícias e formatos conhecidos como Lie Detector e 30 Questions, reunidos em um ambiente voltado ao consumo rápido pelo celular.

Segundo John Derderian, vice-presidente de Séries de Animação e TV Infantil e Familiar da empresa, a estratégia pretende ampliar o relacionamento dos usuários com as produções disponíveis no catálogo. “Os membros da plataforma não pretendem apenas assistir a uma série de dez episódios ou a um filme e, de seguida, abandonar a aplicação; eles desejam continuar a explorar as histórias subjacentes, os bastidores e as personalidades dos atores muito depois de os créditos finais rolarem”, afirmou.

Para acomodar os novos conteúdos, a Netflix lançou em abril a interface Clips, um feed de vídeos verticais no aplicativo móvel alimentado por algoritmos de inteligência artificial. O formato também favorece os planos com publicidade, permitindo a inserção de anúncios de forma mais natural entre vídeos curtos, sem interromper filmes ou séries de longa duração.

Apesar da expansão do catálogo, a empresa mantém regras rígidas para produções independentes. Cineastas não podem enviar curtas diretamente à plataforma e precisam recorrer a agências, agregadores ou festivais para negociar licenciamento. Os contratos normalmente preveem remuneração fixa para períodos entre 12 e 24 meses, sem bônus vinculados ao desempenho de audiência.

Ainda assim, o serviço continua investindo em projetos independentes. Um dos exemplos é The Singer, curta-metragem de 18 minutos dirigido por Sam A. Davis, adquirido após passagem pelo festival South by Southwest e vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem em Imagem Real. A companhia também mantém o Fundo de Talentos de Documentários da Netflix, voltado a realizadores do Reino Unido e da Irlanda.

Compartilhe:

O TV Pop utiliza cookies para melhorar a sua experiência.