HOMENAGEM

Diretora de documentário sobre Preta Gil diz que filme foi pedido da cantora

Projeto reúne documentário na TV Globo e série no Globoplay com imagens inéditas, registros pessoais e depoimentos de familiares e amigos

Preta Gil posa com vestido verde e brincos longos em retrato divulgado durante evento público
Globo estreia duas produções sobre Preta Gil em 20 de julho (foto: Reprodução/Internet)

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A Globo exibirá duas produções inéditas sobre Preta Gil (1974-2025) em 20 de julho, data que marca um ano da morte da cantora. O projeto Quanto Mais Preta, Melhor reúne o documentário Preta – Eu Não Ando Só, na TV Globo, e a série Meu Nome é Preta, no Globoplay. As obras resgatam momentos da vida pessoal e da carreira da artista por meio de imagens inéditas e depoimentos.

O documentário foi construído com registros feitos pela própria cantora e por amigos durante o tratamento oncológico. A produção reúne participações de Carolina Dieckmmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, Francisco Gil, Sol de Maria e Gilberto Gil. Para Sandra Kogut, diretora do documentário, o filme evidencia a maneira como Preta Gil encarava a vida.

“O filme coloca a gente muito perto da Preta, na intimidade, e ao mesmo tempo, dá a dimensão de quem ela foi. Apesar da doença, tudo na Preta era sobre a vida, a pulsão gigante da vida. Então é um filme que abraça isso, a alegria, a gargalhada, a vontade de viver. E, ao mesmo tempo, ela tinha essa vontade de se mostrar para o mundo de peito aberto. O filme mostra também as dores e as lágrimas”, afirmou.

A diretora artística Monica Almeida revelou que a produção nasceu de um pedido da própria cantora. “Ela me chamou para conversar em 2023. A vontade era fazer um filme mais íntimo, filmado pelos amigos. Ela queria se filmar, queria que fosse de verdade, original como ela. A gente acompanhou todo esse processo, o filme foi mudando ao longo do tempo, se desenhando conforme o caminho da Preta”, contou para a Quem.

No Globoplay, Preta Gil será homenageada na série Meu Nome é Preta, produzida pela Conspiração. Dividida em quatro episódios lançados semanalmente, a produção reúne imagens raras, registros históricos e entrevistas inéditas para reconstruir a trajetória da artista desde a infância até sua consolidação na música, nos negócios e na cultura brasileira.

A série também relembra projetos como a Noite Preta e o Bloco da Preta, além de abordar debates sobre diversidade, corpo e comportamento que marcaram sua atuação pública. Segundo a diretora Mini Kerti, a produção mostra a coerência entre a artista e a pessoa que o público conheceu. “A série mostra que Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo. Ela se conectava de forma generosa com as pessoas e se expunha impiedosamente. Ela não criava pautas, ela era a própria pauta”, destacou.

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