A Pixar foi a divisão mais afetada pela nova rodada de demissões anunciada pela Disney nesta terça-feira (21). A companhia confirmou o desligamento de centenas de funcionários em diferentes áreas do conglomerado, com impactos nos estúdios de cinema, na ESPN, na Disney Entertainment Television e na National Geographic, como parte de uma reestruturação interna.
Segundo informações da empresa, os cortes na Pixar atingem principalmente os setores de produção e operações. A medida acompanha a estratégia da Disney de reduzir o volume de produções e direcionar investimentos para lançamentos nos cinemas, com prioridade para projetos considerados estratégicos e foco na qualidade das produções.
Um porta-voz da Disney afirmou que a decisão faz parte de uma revisão permanente da forma como a companhia administra seus recursos. “Essas mudanças fazem parte da nossa avaliação contínua sobre como administramos recursos e reinvestimos em toda a empresa, à medida que nosso setor continua evoluindo”, pontuou.
Esta é a segunda grande rodada de demissões promovida pela empresa em 2026. Em abril, cerca de mil funcionários deixaram a companhia em áreas como marketing, tecnologia, produtos e departamentos corporativos. As novas demissões fazem parte da estratégia conduzida por Josh D’Amaro. Na rodada anterior, também foram atingidos setores ligados à Marvel Studios, publicidade, marketing e distribuição de entretenimento doméstico.
Em comunicado enviado anteriormente aos funcionários, o executivo explicou os objetivos da reorganização. “Nos últimos meses, analisamos maneiras de simplificar nossas operações em diferentes partes da empresa para garantir que continuemos oferecendo a criatividade e a inovação que nossos fãs valorizam e esperam da Disney”, disse.
Na sequência, Josh D’Amaro afirmou que as transformações do mercado exigem adaptações constantes na estrutura da companhia. “Como resultado, eliminaremos funções em algumas áreas da empresa e já começamos a notificar os funcionários afetados”, relatou.


