
A trama de O Rei do Gado começa com uma rivalidade histórica. As famílias Mezenga e Berdinazi, vizinhas de cerca, travam uma guerra pela posse de terras. Esse ódio atravessa gerações e impede o amor entre Giovanna (Letícia Spiller) e Henrico (Leonardo Brício). Os jovens fogem para viver essa paixão proibida longe do conflito familiar.
Anos depois, o fruto dessa união se torna um poderoso latifundiário. Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) constrói um império e ganha o apelido que dá nome à trama. Ele é um homem obstinado pelo trabalho e acumula milhares de cabeças de gado. No entanto, vive um casamento infeliz com Léia (Silvia Pfeifer). A esposa o trai com o mau-caráter Ralf (Oscar Magrini).
A vida do pecuarista muda radicalmente ao conhecer Luana (Patrícia Pillar). Ela é uma boia-fria que integra um grupo de sem-terra que invade uma das propriedades de Bruno. A jovem desconhece sua própria origem e não sabe que pertence à família rival. O fazendeiro se encanta pela simplicidade e força da moça.
Enquanto isso, o tio de Bruno mantém viva a guerra entre os clãs. Geremias Berdinazi (Raul Cortez) é um rico produtor de café e leite que vive solitário. Ele sente culpa por ter roubado a mãe e os irmãos no passado. O italiano busca desesperadamente um herdeiro legítimo para deixar sua fortuna.
A busca de Geremias atrai a atenção de impostores e oportunistas. A misteriosa Rafaela (Glória Pires) surge na vida do velho fazendeiro afirmando ser sua sobrinha perdida. Ela esconde segredos e manipula a situação para garantir o acesso à herança. A trama se intensifica quando as verdades sobre Luana começam a vir à tona.
A novela também aborda a reforma agrária com profundidade. O líder Regino (Jackson Antunes) e o senador Caxias (Carlos Vereza) lutam pelos direitos dos trabalhadores rurais. O destino une novamente os Mezenga e os Berdinazi em O Rei do Gado. O confronto final promete resolver as pendências de sangue e terra.