Celso Russomanno é condenado por falsa acusação no Cidade Alerta

Celso Russomanno apresenta o quadro Patrulha do Consumidor do Cidade Alerta da Record (foto: Fábio Vieira/Metrópoles)
Celso Russomanno apresenta o quadro Patrulha do Consumidor do Cidade Alerta da Record (foto: Fábio Vieira/Metrópoles)
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A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Celso Russomanno e a Record a indenizar em R$ 25 mil uma empresa que foi alvo de uma acusação falsa no quadro Patrulha do Consumidor, exibido dentro do programa policial Cidade Alerta. As informações são do colunista Rogério Gentile, do UOL.

Celso Russomanno, que é deputado federal pelo Republicanos, disse em março de 2020, durante uma reportagem, que a distribuidora de gás Laécio de Melo M.E. agia com “má-fé” e “extorquia” a população vendendo botijões a preços abusivos. “Olha que malandragem”, afirmou o deputado, que estava acompanhado de um representante do Procon de São Paulo na reportagem.

Segundo o político, a distribuidora pagava R$ 23 pelo botijão na Petrobras, mas cobrava R$ 105 do consumidor final. No entanto, segundo a Justiça, as acusações eram falsas. “Sem fontes seguras e recheada de informações falsas, a reportagem revelou-se sensacionalista e ofensiva”, sentenciou o juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 4ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

“O autointitulado ‘patrulheiro do consumidor’ [Celso Russomanno], detentor de incomum influência junto ao Procon de São Paulo, acabou por prejudicar pequeno empresário que não merecia ser achacado em rede nacional”, afirmou o juiz.

O magistrado concluiu que a empresa pagava R$ 47 pelo botijão na Petrobras e cobrava R$ 81 do consumidor, valores diferentes dos R$ 23 e R$ 105 divulgados, respectivamente, por Russomanno no Cidade Alerta. “Nenhuma venda foi documentada e sequer verdadeiros clientes da empresa foram entrevistados”, observou o juiz na decisão.

Na defesa, o apresentador e a Record alegaram que os fatos noticiados são verdadeiros e que as fontes da informação são fidedignas. “A matéria jornalística foi absolutamente imparcial, profissional, de cunho informativo e investigativo”, afirmaram. “A reportagem se baseou em denúncias feitas por consumidores que se sentiram indignados com o preço abusivo praticado pela empresa”, disseram. Celso Russomanno e a Record ainda podem recorrer da decisão.

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