Balanço Geral Curitiba despenca e perde 82% de público em apenas 36 dias

Jasson Goulart não vingou como apresentador do Balanço Geral Curitiba (foto: Reprodução/RIC Record)
Jasson Goulart não vingou como apresentador do Balanço Geral Curitiba (foto: Reprodução/RIC Record)
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Há 13 meses no comando do Balanço Geral Curitiba, Jasson Goulart continua sem mostrar ao que veio. O telejornal da RIC Record perdeu todo o público conquistado durante a cobertura do caso Lázaro Barbosa em apenas 36 dias e voltou a acumular sucessivos recordes negativos. A tão sonhada vice-liderança na faixa horária, alcançada em junho por conta dos índices de audiência obtidos na retransmissão do Balanço Geral de São Paulo, já foi perdida em julho, mês em que o programa não tinha algo midiático para se escorar. Em agosto, os índices tem sido ainda piores e já beiram o vexatório — na terça-feira (3), a Rede Massa SBT chegou a abrir vantagem de 830% em alguns minutos.

TV Pop teve acesso a um levantamento que mostra o êxodo de público do Balanço Geral Curitiba após a captura de Lázaro Barbosa. No dia 28 de junho, marcado pela cobertura da morte do criminoso, o telejornal marcou média de 14,1 pontos e foi sintonizado por 26% dos televisores da capital paranaense. Uma semana depois, em 5 de julho, boa parte do público já havia desaparecido: foram 6,4 de média, índice que garantiu sintonia de 14% das TVs ligadas.

A situação do programa de Jasson Goulart se agravou ainda mais com o passar das semanas. No dia em que a morte de Lázaro completou um mês, em 27 de julho, a atração já havia perdido 44% da audiência conquistada: foram 4,4 pontos de média, com 9,9% dos televisores da cidade sintonizados. O público da RIC Record continuou minguando com o passar dos dias: em 30 de julho, a média foi de 3,4 pontos. Na terça-feira (3), o jornalístico teve o pior índice de audiência da sua história: 2,5 pontos de média. A cada 100 televisores ligados, apenas seis estavam na emissora.

Na edição de 3 de agosto, o Balanço Geral Curitiba marcou apenas 1 ponto durante 12 minutos seguidos. Das 12h50 às 12h54, o Tribuna da Massa teve uma vantagem de 830% da afiliada da Record: 1,0 a 9,3 pontos. O maior índice alcançado pelo jornalístico no dia foi de apenas 3,9 pontos, às 14h22, em um momento que o SBT marcava 7,7. Nem mesmo A Hora da Venenosa, transmitida como programa individual, conseguiu amenizar o vexame: as fofocas, que chegam a liderar a audiência em outras cidades, passaram para a programação nacional com 1,9 ponto, às 15h19.

Durante a cobertura jornalística do caso Lázaro, o Balanço Geral Curitiba passou a retransmitir praticamente toda a versão paulistana do noticiário. Mesmo potencializado pelos índices atingidos por Reinaldo Gottino, o telejornal não conseguiu abrir grande vantagem da Rede Massa na média mensal: em junho, o telejornal teve média de 7,0 pontos, contra 6,8 da afiliada do SBT. Foi a primeira vitória do programa em 36 meses.

Mesmo com os todos os fatores, os executivos da emissora não pensaram duas vezes em ir para as redes sociais comemorar a magra vitória diante da concorrente. “Jasson Goulart e seu time é o novo vice-líder da TV Paranaense na hora do almoço”, festejou a emissora em suas redes sociais. “Nós precisávamos de um caso que chamasse tanta atenção que todo mundo olhasse para gente e a partir daí, muita gente que não assistia passaria a assistir, e foi isso o que aconteceu”, pontuou Marcus Yabe, diretor-geral da RIC. Porém, não foi isso que aconteceu.

Os telespectadores fugiram do Balanço Geral tão rápido quanto descobriram o programa. Em julho, o telejornal teve média de 5,5 pontos e voltou para a terceira colocação em sua faixa horária. Em agosto, o índice deve cair mais: nos primeiros dias do mês, Jasson Goulart acumulou média de 3,1 pontos. A Rede Massa, evidentemente, não demorou para se vingar da festa da rival: “uma vez é pouco, duas vezes é bom, três vezes mais audiência do que a concorrência é Tribuna da Massa”, afirmou a emissora em seu mais recente anúncio. Yabe, sem poder comemorar Ibope, voltou a usar frases de efeito para rebater a concorrente. “Nosso almoço é mais divertido e verdadeiro”, disse ele.

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