FOCO EM MULHERES

Após um ano fora do MasterChef, Ana Paula Padrão comemora fase como mentora

Jornalista se dedica à escola Unna, que oferece mentorias para mulheres líderes e promove o fortalecimento da autoestima e da ambição feminina

Mulher de cabelos castanhos longos e ondulados está em um estúdio bem iluminado, vestindo um vestido tomara que caia azul escuro. Ela usa batom vermelho, brincos longos e pulseira dourada, com expressão serena enquanto olha para o lado, tendo ao fundo uma parede com detalhes dourados e plantas.
Ana Paula Padrão assume nova fase aos 60 como mentora de mulheres (foto: Reprodução/Internet)

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Ana Paula Padrão deixou o comando do MasterChef Brasil, da Band, após dez anos, para se dedicar integralmente à Conquer Unna, escola de liderança feminina da qual é CEO. “Estou gostando de ficar velha. Achei que seria pior. Quando eu pensava nos 60, eles soavam assustadores, mas agora não estou achando assustador. Estou achando bonito”, declarou.

Sua empresa, a Unna, é voltada para mulheres que buscam alcançar cargos de liderança. “Homens são socializados para o sucesso e mulheres para a modéstia. Então ela tem que aprender como ser ambiciosa. A ambição é uma qualidade tida como natural para os homens, mas pejorativa para as mulheres”, explica. O primeiro ano da empresa foi dedicado à estruturação, e agora Ana Paula Padrão quer estar mais próxima das mentorias.

A metodologia da escola se baseia em cinco pilares e oferece desde mentorias individuais com a própria Ana até workshops imersivos com 12 horas de duração. “A mulher não tem tempo de fazer networking. A gente não é socializada para isso. A gente aprende que é melhor aceita quanto mais for quieta, cordata, cuidadora dos outros”, pontuou. “Homens são mais aceitos quanto mais ambiciosos, valentes, corajosos eles forem”, declarou em conversa com a Folha de S.Paulo.

Ana Paula Padrão reforçou que quer ser instrumento de transformação na vida de outras mulheres. “A gente não nasce com o DNA da modéstia, isso é ensinado. Somos ensinadas a não desenvolver a ambição. O que ensinamos nas mentorias é o processo de reaprender, superar a síndrome da impostora. Gostaria que as mulheres fossem menos modestas. Eu não sou uma mulher modesta”, finalizou.

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