O Conversa com Bial inicia uma nova temporada nesta terça (7), com Fernanda Torres como primeira convidada e mudanças na estrutura da atração. Exibido pela Globo após Pablo & Luisão, o programa passa a ter edições semanais e aposta em encontros mais frequentes com nomes do meio artístico, em um formato que busca ampliar o diálogo com o público.
Pedro Bial detalha que a nova fase mantém a essência das entrevistas, com foco em conversas diretas e acessíveis. “O público pode esperar conversas estimulantes, aquele papo acessível, mas que sempre mexe com a gente, coloca a gente para pensar. E na chave do humor, da conciliação, na busca por ideias renovadas. Tudo feito com muita paixão e atenção aos convidados, mas também aos espectadores”, afirma.
A estreia reúne Bial e Fernanda Torres em um encontro gravado no Teatro do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Durante a conversa, a atriz aborda o impacto de Ainda Estou Aqui (2024), dirigido por Walter Salles, primeiro filme brasileiro a vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional, além de comentar a repercussão internacional da produção.
Conversa com Bial aposta em encontros e novos cenários
Ao longo da entrevista, Fernanda Torres revisita momentos da carreira com relatos inéditos e recordações de personagens marcantes. A atriz também cita trabalhos recentes e reflete sobre a importância de narrativas ligadas à memória e à resistência. O cenário escolhido reforça esse conceito, já que o teatro é considerado um espaço simbólico da dramaturgia nacional.
O local, aliás, deve aparecer com frequência na temporada, ao lado de outros ambientes selecionados de acordo com o perfil dos convidados. A proposta é aproximar as histórias pessoais dos espaços escolhidos, criando conexões entre trajetória e ambiente. A atração também prevê edições com dois ou três participantes debatendo um mesmo tema.
Segundo o diretor artístico Gian Bellotti, cada edição foi pensada de forma independente. “Os próprios convidados orientam a escolha das locações, e buscamos espaços que dialoguem com suas histórias, trajetórias e universos criativos. Cada lugar traz desafios diferentes de produção e de linguagem, mas a gente continua sendo guiado pelo que sempre esteve no centro do Conversa com Bial”, diz.


