SETE VIDAS

Novela esquecida da Globo volta após 11 anos e resgata trama com Domingos Montagner

Produção de 2015 inspirada em uma história real passa a integrar o Projeto Originalidade e revisita diferentes formas de construir uma família

Casal se abraça e encosta a testa durante momento romântico em cena da novela Sete Vidas
Sete Vidas estreou no streaming da Globo nesta segunda-feira (foto: Reprodução/Internet)

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Sete Vidas (2015) passou a integrar o Projeto Originalidade do Globoplay nesta segunda-feira (6). Escrita por Lícia Manzo, a novela da Globo acompanha a história de Miguel, personagem de Domingos Montagner (1962-2016), um homem que, antes de iniciar uma expedição à Antártida, havia sido doador de sêmen durante o período em que viveu nos Estados Unidos.

No início da trama, Miguel vive um relacionamento com a jornalista Lígia, interpretada por Debora Bloch. Pouco depois, ele decide encerrar o namoro para participar da expedição. Durante a viagem, a embarcação em que está colide com uma geleira e naufraga. Considerado morto por Lígia e por Lauro, personagem de Ângelo Antônio, Miguel sobrevive após ser resgatado por moradores de uma aldeia no interior da Argentina, mas perde a memória.

Paralelamente, Júlia, vivida por Isabelle Drummond, descobre que nasceu por inseminação artificial e inicia uma busca para conhecer o pai biológico, identificado apenas como o “doador 251”. Ao longo da história, ela encontra os demais filhos de Miguel, formando o grupo que inspira o título da novela.

Ao todo, Miguel é pai biológico de sete filhos gerados por meio da doação de sêmen. A partir desse ponto, a novela desenvolve as relações entre irmãos que nunca haviam se encontrado e mostra diferentes experiências familiares. Lícia Manzo afirmou que a ideia de Sete Vidas surgiu após conhecer um caso real registrado no documentário britânico Donor Unknown. Segundo a autora, o projeto da Globo despertou seu interesse por discutir novas configurações familiares.

“No caso de Sete Vidas, o que me conquistou foi a possibilidade de repensar a noção de família, a partir de um acontecimento real: um site em que meios-irmãos gerados via doador anônimo são capazes de se encontrar. Por conta da pesquisa que empreendi para este projeto, assisti ao documentário inglês Donor Unknown, que registra o encontro real de 12 meios-irmãos nos Estados Unidos. O que me mobilizou foi a disponibilidade afetiva daquele grupo de jovens até então desconhecido, com backgrounds financeiros, culturais, familiares, absolutamente diversos”, disse.

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