Sandra Annenberg revelou que enfrentou inseguranças durante a menopausa por causa dos efeitos do chamado nevoeiro mental. Em participação no Sem Censura, da TV Brasil, a jornalista contou que temia sofrer um branco durante transmissões ao vivo. Ela também defendeu que o climatério seja tratado com mais naturalidade e menos tabu.
Segundo Sandra Annenberg, o sintoma começou quando ela entrou no climatério, aos 50 anos. A jornalista afirmou que, entre os diversos efeitos da menopausa, o nevoeiro mental foi o que mais afetou sua rotina profissional. “Um dos motivos que eu fico aflita em pensar de novo no ao vivo (…) é que tem horas que te faltam as palavras. O que eles chamam de ‘brain fog’, que é o nevoeiro mental”, disse.
Durante a entrevista, a apresentadora recordou uma cobertura ao vivo da época em que comandava o Jornal Hoje. Ela contou que precisou narrar imagens do incêndio na Catedral de Notre-Dame sem informações prévias sobre o ocorrido. “Entraram no meu ponto e falaram: ‘Sandra, a gente vai plugar a câmera que está ao vivo da Reuters’“, disse.
“A gente não sabia como o fogo tinha começado, se havia pessoas no local, não sabíamos nada. Quanto mais você vai ficando aflita, menos você vai lembrando”, relembrou. A comunicadora afirmou que o assunto passou a ser discutido com mais frequência apenas nos últimos anos.
Para ela, ampliar o diálogo ajuda mulheres que vivem essa fase e também permite que os homens compreendam melhor as mudanças provocadas pelo climatério. “Eu acho que a gente está fazendo força para derrubar esses tabus, até porque começamos a falar sobre isso há pouco tempo. Eu entrei no climatério aos 50 anos e, nesses últimos oito anos, a gente começou a tratar do assunto com mais naturalidade e sem vergonha”, destacou.


