Mônica Waldvogel afirmou que costuma ser alvo de ataques nas redes sociais por pessoas que insinuam que ela recebe dinheiro para defender ou criticar determinados assuntos na televisão. A declaração foi feita durante o Em Ponto, da GloboNews, enquanto os jornalistas comentavam as investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master e a atuação de influenciadores digitais.
Segundo as investigações citadas durante o programa, influenciadores teriam sido contratados para publicar conteúdos favoráveis aos interesses da instituição financeira. Ao comentar o caso, a apresentadora afirmou que esse tipo de situação acaba contribuindo para o descrédito do jornalismo profissional.
Durante a conversa, Mônica Waldvogel contou que frequentemente recebe mensagens insinuando que suas análises seriam motivadas por pagamentos. “Eu costumo ser muito ofendida nas redes sociais, do tipo: ‘Ih, olha, não caiu o Pix'”, relatou. Na sequência, a jornalista afirmou que parte do público presume que reportagens e análises sejam produzidas mediante remuneração.
“Eles supõem que seja possível que as coisas que a gente analisa, informa e apura sejam motivadas por pagamentos”, acrescentou. “É uma campanha constante para desmoralizar o jornalismo”, afirmou. Ao longo do debate, a apresentadora destacou a necessidade de diferenciar o trabalho realizado por influenciadores digitais daquele desenvolvido por profissionais da imprensa.
Ela também manifestou apoio às jornalistas Malu Gaspar, colunista de O Globo, e Consuelo Dieguez, da revista Piauí. Segundo Mônica Waldvogel, ambas passaram a sofrer pressão e ataques após publicarem reportagens relacionadas ao Banco Master e às investigações envolvendo a instituição financeira.


