Deborah Secco relembrou os desafios enfrentados no início da carreira e revelou que precisou superar a descrença de familiares antes de conquistar espaço na televisão. Em entrevista ao programa A Cúpula, de Felipe Titto, a atriz contou que desenvolveu senso de responsabilidade ainda na infância e falou sobre decisões que marcaram sua vida profissional.
Segundo Deborah Secco, parte da família acreditava que sua passagem pela televisão seria breve e duvidava da possibilidade de construir uma carreira duradoura. “A minha família inteira falava: ‘Uma novela é fácil, quero ver manter uma carreira’. Quero ver dez anos de carreira. Ah, tem tanta gente que faz uma novela e nunca mais faz nada”, relembrou.
A atriz contou que, desde criança, procurava oportunidades na televisão. “Ligava escondida para a produção dos programas da Xuxa e Angélica praticamente todos os dias. Consegui uma oportunidade de participar de um programa que se chamava Domingo Espetacular, inclusive me lembro até hoje da minha fala, e, desde então, nunca mais parei”, afirmou.
A artista também recordou um episódio após seu primeiro trabalho na Globo, em Mico Preto (1990). Com apenas dez anos, ela procurou um diretor da emissora para pedir que não fosse dispensada. “Subo até a sala do seu Mário Lúcio e falo: ‘Mário, não me demite. Eu preciso muito desse emprego, eu tô ajudando minha família, eu tô pagando a escola dos meus irmãos’. E aí ele consegue um contrato longo na Globo pra mim”, contou.
Durante as gravações de Confissões de Adolescente (1994), Deborah Secco afirmou que ficou quatro meses sem frequentar a escola. “Eu ia para a escola, né? Mais turisticamente. Cara, eu ia quando não gravava. No Confissões, eu fiquei quatro meses sem ir, sem aparecer na escola”, revelou.
Ela também disse que a rotina intensa de gravações dificultou a convivência com outras crianças. “Minha irmã teve amigos, eu nunca tive amigos. Porque na escola eu não criava laço, não ia à escola. As pessoas me achavam estranhíssima, uma pessoa que queria trabalhar. Eu achava eles infantis, todos, sem objetivos na vida. Eu, com dez anos, já tinha o que eu ia ser, como ia ser minha vida”, afirmou.
A atriz acrescentou que, na época, passava longas horas nos estúdios. “Na minha época, eu era a primeira a chegar e a última a sair, deixa a criança lá esperando”, disse. Em seguida, destacou a postura que adotava no trabalho: “Ator mirim não pode reclamar, senão ele é rapidamente trocado. Então eu nunca dei problema nenhum. Todo mundo que você cruzar, que já trabalhou comigo, vai falar bem de mim”, relatou.
Outro momento lembrado por Deborah Secco foi sua participação em Bruna Surfistinha (2011). Segundo ela, pessoas próximas desaconselharam sua participação no projeto. “Minha empresária falava: ‘Não é pra fazer’. Minha assessora: ‘Não é pra fazer’. O medo era a chance de dar tudo errado e eu perder tudo que tinha construído”, explicou.


