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Guilherme Fontes reage ao filme de A Viagem e revela conselho para Pedro Novaes

Ator afirmou que Alexandre continua marcante para o público e defendeu que o intérprete da nova versão desenvolva uma leitura própria do personagem

Guilherme Fontes com cabelo descolorido e cavanhaque em cena de novela da TV Globo
Guilherme Fontes comentou o novo filme de A Viagem (foto: Reprodução/Internet)

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Guilherme Fontes afirmou que o sucesso de A Viagem (1994) continua rendendo resultados mais de três décadas após a exibição da novela. O ator também comentou a adaptação da história para o cinema, produzida pelos Estúdios Globo, e elogiou Pedro Novaes, escalado para interpretar Alexandre, personagem que marcou sua carreira na televisão.

Ao lembrar a repercussão da novela, Guilherme Fontes destacou que o papel permanece popular entre diferentes gerações. “É fabuloso, mais do que eu podia esperar. E prova a força que um personagem pode ter na vida das pessoas. Eu diria que ele me dá mais dinheiro hoje do que deu na época. É um personagem que virou meme e figurinha”, afirmou.

No novo filme inspirado na obra de Ivani Ribeiro (1922-1995), Pedro Novaes assumirá o papel do espírito obsessor vivido por Guilherme Fontes na versão original. O ator disse que prefere que o colega desenvolva uma interpretação própria, sem buscar reproduzir seu trabalho.

“Eu acho que uma obra tem obrigação de encontrar mais de um formato. Hoje em dia, no mundo digital, tem que ser feito isso. O Pedro é um ator talentoso. Ele não falou comigo, e ele está certo. É assim que tem que ser mesmo: você precisa ficar livre para poder criar. Senão ele fica me copiando, e a ideia não é essa. Não é uma paródia. Acho isso muito valioso. É melhor que ele tenha esse olhar próprio. E vai ser brilhante”, declarou.

Além de acompanhar a nova adaptação de A Viagem (1994), Guilherme Fontes está no elenco de Toda Nudez Será Castigada, dirigido por Daniel Filho e baseado na obra de Nelson Rodrigues (1912-1980). Na produção, ele interpreta Patrício, personagem vivido por Paulo César Pereio (1940-2024) na versão cinematográfica dos anos 1970.

O ator também comentou a relação com o público nas redes sociais e afirmou que passou a enxergar de outra forma a proximidade com os fãs. “Eu confesso que estou adorando, mas ainda estou um pouco engatinhando nisso enquanto artista. Mas eu vou mergulhar, porque estou achando o máximo. Hoje os atores podem realmente ter esse palco eletrônico à disposição 24 horas por dia”, disse.

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