Alane Dias fará sua estreia como atriz em novelas no microdrama vertical Quando o Coração Entra em Campo, produção do Globoplay que ainda não tem data de lançamento. A ex-participante do BBB 24 interpretará Camille, uma influenciadora digital ambiciosa que se envolve com um jogador da Seleção Brasileira e tenta aproveitar a fama do atleta para impulsionar a própria carreira.
Na trama, Rocca, personagem de Isacque Lopes, vê sua vida mudar após ser convocado para a Seleção Brasileira. O relacionamento com Camille coloca em risco sua carreira e o afasta de Dandara, vivida por Heslaine Vieira, criando o principal conflito da história.
Musa da Acadêmicos do Grande Rio e bailarina, Alane Dias contou que utilizou a experiência dos desfiles de Carnaval para compor a personagem, que também ocupa o posto de Rainha de Bateria na ficção. “É um formato intenso para tudo: no roteiro e nas gravações. O balé contribuiu muito para me trazer esta experiência de lidar com a pressão, de trocar de figurino muito rápido. Teve um dia em que fiz uma cena toda fantasiada, com vários flashes, e, um tempinho depois, já estava gravando outra presa na cadeia, sem maquiagem e chorando, com o rosto borrado”, relembrou.
A atriz também afirmou que o desejo de atuar surgiu antes de sua participação no BBB 24. Segundo ela, os estudos de teatro começaram em 2018, quando venceu o concurso Rainha das Rainhas, em Belém, e passou a ganhar projeção nas redes sociais. “Meu sonho de ser atriz não nasceu depois do Big Brother. Entrei no programa com este objetivo; falava isso desde as seletivas para o Boninho”, disse.
“Queria ganhar, mas o meu foco lá dentro era fazer acontecer logo aqui fora. Tenho orgulho do programa; foi a partir dele que comecei a colher estes frutos. As pessoas costumam elogiar a minha estratégia, dizem que resolvi estudar. Como se o que é básico para mim fosse uma estratégia para os outros”, afirmou.
Alane Dias também falou sobre a importância da representatividade da Região Norte no audiovisual brasileiro e criticou a forma como produções de outras regiões costumam ser classificadas. “Saber de onde sou é o que mais me dá energia, autoestima e direção”, disse.
“Por mais que eu estivesse perdida quando me mudei, nunca estive desnorteada, porque sempre soube para onde voltar. O Norte precisa ser muito mais retratado. Meu sonho como atriz é, daqui a um tempo, ter mais autonomia para construir narrativas que homenageiem a minha cidade. Quero poder escolher as histórias que vou contar”, declarou.


