André Lamoglia afirmou estar otimista com a segunda temporada de Os Donos do Jogo. Em entrevista à CNN Brasil, o ator comentou a repercussão da primeira leva de episódios da série da Netflix e disse acreditar que os novos capítulos conseguirão atender às expectativas do público. As gravações da continuação já estão em andamento.
O intérprete de Profeta destacou a reação dos espectadores nas redes sociais e afirmou que o envolvimento do público aumentou a responsabilidade da equipe na produção dos novos episódios. “Fiquei muito feliz com a repercussão. Foi muito bom acompanhar a reação da galera criando teorias, comentando sobre os personagens e entrando de cabeça na história. A gente faz tudo com muita dedicação, então receber esse carinho é muito gratificante. Ao mesmo tempo, dá uma vontade ainda maior de entregar uma continuação que surpreenda”, afirmou.
Sem revelar detalhes da trama, André Lamoglia disse que a continuação ganhará novas camadas e apresentará mudanças importantes na história. “Ainda não posso adiantar muita coisa, mas estou 100% confiante de que as expectativas serão cumpridas. A nova temporada ganha novas camadas, tem muitas reviravoltas, alianças inesperadas”, declarou. O ator acrescentou que a série manterá os elementos que marcaram a estreia.
“Tem tensão, ação, drama e aquelas viradas que fazem você mudar de ideia sobre os personagens o tempo todo. A segunda temporada, assim como a primeira ou até mais, prende o público a cada cena, fazendo querer ver a série toda de uma vez”, completou.
Além de comentar Os Donos do Jogo, André Lamoglia falou sobre sua experiência em produções internacionais. O artista ganhou projeção mundial ao integrar o elenco de Elite e também participou de Blood & Water, gravada integralmente em inglês. “A cada projeto em um país diferente, eu confirmo um pouco mais a ideia de que atuar também é aprender a escutar. Você chega a um ambiente novo, com outra cultura, outro idioma, às vezes outra dinâmica de trabalho, e isso naturalmente amplia o seu repertório”, declarou.
“Ao mesmo tempo, é reforçada a ideia de que boas histórias são universais, afinal, elas falam de relações humanas, de conflitos e de emoções que todo mundo entende”, afirmou. Ao analisar o crescimento das produções latino-americanas nas plataformas de streaming, o ator avaliou que existe uma integração maior entre artistas e mercados da região. “Costumamos falar de, e pensar em, América Latina, como se fosse um bloco homogêneo, mas, quando prestamos atenção, percebemos o quanto ela é diversa”, disse.
O ator destacou as diferenças. “Cada lugar tem seus sotaques, referências, ritmos e maneiras de contar suas histórias. Ao mesmo tempo, existem muitas experiências que nos aproximam e fazem com que a gente se reconheça uns nos outros”, disse. “Acho que, por muito tempo, o Brasil talvez tenha se percebido um pouco à margem dessa identidade por causa da língua, mas tenho a impressão de que isso está mudando. Hoje existe uma troca muito maior entre artistas, produções e públicos, e é especial ver esse sentimento de pertencimento crescendo sem que a gente precise abrir mão das nossas diferenças e identidade”, concluiu.


