BASTIDORES

Diretor diz que passou 11 horas corrigindo dublagem de Luciano Huck

Responsável pela direção de vozes da Disney na América Latina afirmou que precisou ajustar a atuação do apresentador na pós-produção de Enrolados

Luciano Huck posa ao lado de pôster do filme Enrolados durante evento de divulgação da Disney
Garcia Júnior comentou bastidores da dublagem de Enrolados (foto: Reprodução/Internet)

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A participação de Luciano Huck como dublador de Flynn Rider, chamado de José Bezerra na versão brasileira de Enrolados (2010), voltou a repercutir após declarações de Garcia Júnior. O dublador e diretor afirmou que precisou dedicar cerca de 11 horas à pós-produção para corrigir a atuação do apresentador antes do lançamento da animação da Disney.

Em entrevista ao também dublador e diretor Nizo Neto, Garcia Júnior afirmou que Luciano Huck gravou todas as falas do personagem em aproximadamente duas horas e meia. Segundo ele, profissionais experientes da área costumam levar cerca de oito horas e meia para concluir um trabalho semelhante.

“Eu passei 11 horas depois consertando o que ele fez, porque aquilo não é resultado do trabalho dele. 11 horas fazendo isso com um cara que é um mago desse negócio, que é o Gustavo Andriewiski. Porque, se não fosse por isso, realmente não seria exibível o negócio”, declarou.

Durante a entrevista, Garcia Júnior contou que, naquele período, negociava sua saída da Disney e, por isso, já não tinha autonomia para conduzir a gravação da maneira habitual. Segundo o diretor, o apresentador chegou ao estúdio disposto a comandar o próprio processo de gravação e demonstrava pressa para concluir a sessão. “Ele quis chegar lá e fazer o que ele quis porque ele é o Luciano Huck”, afirmou.

Na sequência, o diretor ressaltou que o apresentador manteve uma postura cordial durante a gravação. “Ele estava com vontade de ir lá, dizer que fez. E [ficou] me apressando e apressando o operador o tempo inteiro”, relatou. Garcia Júnior também afirmou que a escalação de Luciano Huck para interpretar o protagonista da animação não ocorreu por critérios artísticos, mas por uma decisão comercial da Disney.

“Então não tem sentido. Nada faz sentido se não é o seguinte: não é ele que vocês querem? Está ele aí. Tem problema aí de fala? Está fora de sincronismo? Está desajustado? Tem alguma fala mal articulada? Não, não tem nada disso. Tem ele ali. Não era o que eles queriam?”, disse.

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