Glória Perez fala sobre Hilda Furacão: “Uma Cinderela no prostíbulo”

Os atores Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro na minissérie Hilda Furacão (foto: Globo/Jorge Baumann)
Os atores Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro na minissérie Hilda Furacão (foto: Globo/Jorge Baumann)
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O Globoplay disponibilizou aos assinantes nesta segunda-feira (19) a minissérie Hilda Furacão, exibida pela primeira vez na Globo em 1998. A produção conta a história de Hilda Gualtieri Müller (Ana Paula Arósio), bela moça da alta sociedade que desiste do casamento no dia da cerimônia e parte – ainda vestida de noiva – para zona boêmia de Belo Horizonte, tornando-se a meretriz mais disputada da capital mineira. A obra se passa nos meados da década de 1960 e é uma adaptação da obra homônima do escritor Roberto Drummond feita por Glória Perez, com direção de Wolf Maya.

No romance, ao longo dos 32 capítulos, Hilda desafia as regras da moral e dos costumes da época ao despertar o desejo do frei Maltus (Rodrigo Santoro), jovem religioso e puro que luta para resistir a esse amor. A minissérie revelou grandes nomes da dramaturgia, como a protagonista Ana Paula Arósio, e ainda encantou o público com grandes personagens como Cintura Fina (Matheus Nachtergaele) e Maria Tomba Homem (Rosi Campos), amigos de Hilda em Belo Horizonte.

A trama se passa sob a ótica do jornalista Roberto Drummond (Danton Mello), amigo de infância de Maltus e Aramel (Thiago Lacerda) em Santana dos Ferros, cidade do interior de Minas Gerais. Os três se mudam para a capital mineira, cada qual com seu sonho: o primeiro pretende fazer uma revolução comunista, o segundo quer ser frade dominicano e o terceiro, um astro de Hollywood.

Para Gloria Perez, responsável pela adaptação de Hilda Furacão para a televisão, a boa repercussão foi devida a excelência da história e da realização. “A paixão com que nossa equipe se dedicou fez da minissérie o sucesso que foi”, conta ela, que ainda comenta sobre a atualidade da minissérie: “Hilda é um conto de fadas, uma recriação do mito da Cinderela. É uma Cinderela no prostíbulo. Uma história povoada de tipos e conflitos que, sendo demasiadamente humanos, pertencem a todas as épocas”, finaliza.

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