NA GRANDE SÃO PAULO

Em um ano, A Fazenda perde mais de meio milhão de telespectadores

Adriane Galisteu é a apresentadora de A Fazenda 13: audiência em queda, mas longe de ser um fracasso (foto: Reprodução/Record)
Adriane Galisteu é a apresentadora de A Fazenda 13: audiência em queda, mas longe de ser um fracasso (foto: Reprodução/Record)
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

A readaptação de hábito dos brasileiros depois da crise sanitária já tem causado impacto no consumo televisivo das principais metrópoles do país. Um levantamento exclusivo obtido pela reportagem do TV Pop aponta que o horário nobre perdeu uma substancial porcentagem de televisores ligados na comparação entre setembro de 2020, mês em que o Brasil vivia uma segunda onda de diagnósticos de infecção respiratória, e setembro de 2021, em que boa parte das medidas de isolamento social já foram flexibilizadas. Dentre os programas que mais perderam público em um ano, está A Fazenda: apenas na Grande São Paulo, mais de meio milhão de pessoas deixaram de ver o reality show.

Entre 8 e 17 de setembro de 2020, os dez primeiros episódios de A Fazenda 12 marcaram média de 12,13 pontos na região de maior importância para o mercado publicitário nacional, marca que representa que o programa foi visto por dois milhões, 475 mil e 126 telespectadores na metrópole. Neste ano, a competição rural teve o mesmo número de episódios transmitidos entre 14 e 23 de setembro, com média acumulada de 9,58 pontos — até agora, a atração é vista diariamente por cerca de um milhão, 967 mil e 511 telespectadores. Ou seja: há uma queda de 507.615 pessoas.

No entanto, a queda no número de telespectadores não mostra que o público da Grande São Paulo está rejeitando o reality show da Record. Os primeiros 10 dias do último ciclo do formato sob o comando de Marcos Mion contaram com a sintonia de 20,69% dos televisores ligados na região — ou seja: a cada 100 aparelhos de televisão ligados no horário do programa, cerca de 21 estavam sintonizados na Record. Neste ano, a métrica é quase idêntica. Adriane Galisteu acumulou share de 18,81% em seus dez primeiros episódios (de cada 100 TVs, 19 acompanham a atração).

Mesmo com audiência menor em todos os episódios transmitidos até a publicação deste texto, A Fazenda 13 chega a levar vantagem no número de televisores sintonizados na comparação com a 12ª temporada em alguns dias. O atual ciclo da competição rural foi proporcionalmente acompanhado por mais pessoas em três ocasiões: no terceiro dia no ar, em seu primeiro episódio de quinta-feira (21,1% a 20,1%), no quarto dia, em sua primeira sexta (17,9% a 17,8%), e no sétimo dia de confinamento, que foi a primeira segunda de cada edição (19,5% a 19,3%).

Com os dados consolidados de audiência da sexta (24), que só serão divulgados na segunda-feira (27), a diferença do número de televisões ligadas entre as temporadas de Marcos Mion e Adriane Galisteu diminuirá ainda mais. No ano passado, o reality alcançou a sua menor audiência na sua segunda sexta-feira, com média de 6,2 pontos e sintonia de 9,2%. Ontem, de acordo com os dados prévios, A Fazenda 13 marcou 7,8 pontos e teve share de 14,2% — com isso, os resultados acumulados de média de televisores ligados passam a ser 19,54% em 2020 e 18,41% em 2021.

Leia mais