Em audiência no Senado dos Estados Unidos, Ted Sarandos defendeu a fusão entre a Netflix e a Warner Bros. Discovery como benéfica para os consumidores. O co-CEO da gigante do streaming afirmou que a operação permitirá “mais conteúdo por menos”, ao combinar bibliotecas e oferecer pacotes mais baratos. O negócio está avaliado em US$ 82,7 bilhões e é uma das maiores transações da história do entretenimento.
Durante o interrogatório, Ted Sarandos descreveu a fusão como “pró-competitiva” e “pró-consumidor”. Segundo ele, o setor de streaming continua competitivo, com empresas como Disney, Hulu, ESPN, Amazon Prime e YouTube disputando espaço. Ele também classificou a operação como uma fusão vertical, destacando que a Netflix é uma plataforma de distribuição e a Warner um estúdio de produção.
O executivo citou ainda que 80% dos assinantes do HBO Max já possuem assinatura da Netflix. Segundo ele, isso mostra que as plataformas são complementares, e que ambas continuarão disponíveis após a conclusão da fusão. A empresa defendeu que a proposta não reduz opções, mas sim amplia a oferta de conteúdo com um melhor custo-benefício.
A defesa de Sarandos foi contestada por representantes de concorrentes. Em carta enviada anteriormente ao Congresso, Makan Delrahim, chefe jurídico da Paramount, que também fez uma proposta pela Warner, criticou a posição da Netflix. Ele classificou a visão da empresa sobre o mercado como “antitruste psicodélica” e rejeitou a ideia de que plataformas como YouTube sejam concorrentes diretos no setor.


